Horizonte Macroeconomia · Longform

Sobre o projeto

Um manifesto, em três partes

Horizonte nasceu de uma irritação modesta: a sensação de que a economia brasileira só aparecia no noticiário no modo emergência. Decidimos tentar o contrário.

Por que existimos

Boa parte do que se publica sobre macroeconomia no Brasil é rápido demais para ser útil e técnico demais para ser lido. Fica preso entre dois mundos: nem dá conta da urgência de quem quer o número de hoje, nem tem fôlego para explicar de onde esse número veio. É nesse vão que o Horizonte quis se instalar.

Nosso formato é o ensaio — texto mais longo, mais devagar, que aceita não saber tudo. Acreditamos que entender a economia brasileira é menos uma questão de acompanhar indicadores em tempo real e mais uma questão de reconhecer padrões que se repetem. Os ciclos fiscais voltam. As discussões de juros voltam. O debate cambial, com outros nomes, volta. Queremos escrever sobre o que volta.

Como decidimos o que publicar

Não cobrimos o dia. Cobrimos temas. Antes de começar um texto, a pergunta não é "o que aconteceu ontem?", mas "qual pergunta vale a pena ficar aberta por mais tempo?". Isso significa, às vezes, demorar semanas para tocar num assunto quente — e tocar quando ainda há algo a dizer, não quando o ciclo já cansou.

Trabalhamos em cinco frentes, que se sobrepõem mais do que parecem:

O que não somos

Não damos recomendação de investimento. Não vendemos curso, assinatura premium ou sinal de trade. Não publicamos conteúdo pago sem marcar claramente — e, até agora, não publicamos conteúdo pago algum. Não somos ligados a partido, banco, fundo ou instituto. Se um dia isso mudar, estará escrito aqui, em letra grande.

Também não somos um portal de notícias. Se você procura a manchete das 9h, há lugares melhores. Se procura um texto para ler num domingo de manhã, tomando café, talvez a gente sirva.

Quem escreve

Somos uma equipe pequena, e queremos continuar pequena. Marina Ferraz cuida das pautas de fiscal e estrutural; Rafael Pacheco, de monetária e conjuntura; Clara Dornelles, do setor externo. Todos os textos passam por leitura cruzada antes de publicar — uma pessoa escreve, outra contesta, e só então o texto sai. Os erros são nossos; as correções, também.

Se quiser conversar, sugerir uma pauta ou apontar um erro, escreva para [email protected]. Lemos tudo, respondemos o que conseguimos.

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